segunda-feira, 19 de novembro de 2012

domingo, 18 de novembro de 2012

TÔ VELHO!!! QUE COISA BOA !!!!

Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítico de mim mesmo. Eu me tornei meu próprio amigo. Eu não me censuro por comer biscoito extra, ou por não fazer a minha cama, ou pela compra de algo bobo que eu não precisava, como uma escultura de cimento, mas que parece tão “avant garde” no meu pátio. Eu tenho direito de ser desarrumado, de ser extravagante. Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento. Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até as quatro horas e dormir até meio-dia? Eu dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60 & 70, e se eu, ao mesmo tempo, sentir desejo de chorar por um amor perdido ... Eu vou. Vou andar na praia em um short excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulhar nas ondas com abandono, se eu quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros.Eles, também, vão envelhecer. Eu sei que eu sou às vezes esquecido. Mas há mais, algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes. Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não quebrar seu coração quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito. Eu sou tão abençoado por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata. Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais. Eu ganhei o direito de estar errado.
Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ser velho. Ele me libertou. Eu gosto da pessoa que me tornei. Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estou aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será. E eu vou comer sobremesa todos os dias (se me apetecer). Que nossa amizade nunca acabe porque vem direto do coração! (texto enviado pelo Mano)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Ata do dia 13 de novembro de 2012.

Jantar reunião realizada no ATALIBA em Blumenau pelo Daniel Chiesa. Ata da reunião e jantar do CLUBINHO do dia 13 de novembro de 2012, realizada pelo Daniel Chiesa, sócio de numero 35, na Churrascaria Ataliba em Blumenau. O Cardápio o exagero de sempre. Iniciados os trabalhos, o assunto foram os amigos que se encontram no “ estaleiro” para pequenas reformas, o Daniel encontrou o presidente Pfau na esquina da Flamingo e levou-o de carona ate o Ed. Brasília, no caminho o Pfau informou que ficara afastado por alguns meses ate que a “bomba injetora” esteja completamente fora de perigo, com a “ração” reduzida e muitas caminhadas para manter tudo em dia. O amigo Lelo já saiu da UTI e parece retorna para casa em Blumenau brevemente. O nosso “protretrico” Claudio quase fez uso da coroa de plástico, mas não era a vez dele e mandamos deixar guardada novamente, a culpa foi da “Santinha”, felizmente foram apenas danos materiais. O amigo Bola com alguns kilos a menos voltou a participar das reuniões e para surpresa de todos o apetite ainda e o mesmo, apesar da redução. Chegou pro garcon e disse “ – se tiver um cupinzinho, pode trazer!!!” O Mauro vai para Palmeira das Missoes/RS participar de alguma coisa relacionada a aviões, os amigos mais céticos dizem que o real motivo da viagem e o mesmo da tradicional e prazerosa excursão pra Feira de Santana. Dr. Adilson contou um caso clinico de uma paciente que foi fazer a consulta de retorno, a última foi em 1994. Diz a jovem senhora que foi visitar o filho na penitenciaria e que o aparelho detectou objeto metálico “LA’”, portanto ninguém melhor que o Dr. Adilson para fazer a verificação e atestar junto a “otoridade” penitenciaria que nada existe ali. O medico do Nei diz que velho não pode comer batata frita, mas não soube explicar porque. Ainda o Dr. Adilson com seus casos clínicos, contou sobre a cura para histeria, que no passado era receitada a famosa “siririca” nas moças para que as mesmas virassem os olhos e saíssem calminhas! Isso já deu filme. Maninho ligou perguntando quanto tempo demoraria da 101 ate o Ataliba! Chegou como de praxe. Decidimos em assembleia que dia 18 de dezembro sera a nossa ultima reunião de trabalho das terças feiras referente ao exercício de 2012. E que a festa de encerramentos das atividades se realizará no dia 21 de dezembro uma sexta feira no salão de festas do prédio em que reside o amigo Nei em Balneário Camboriú, com cardápio especial sob a batuta do chef Bao. Definido ainda que o retorno das atividades do calendário referente o exercício de 2013 será no dia 15 de janeiro com quem estiver na vez. Conta o nosso experiente profissional do sexo das tardes que levou as duas das irmãs para conhecer um motel (o menino, o cachorro e a velha, fugiram quando viram o carro na esquina) e que só conseguiu êxito nas portas do fundo, ao que o Dr. Adilson chamou de “curuba”! Os mais desconfiados suspeitam que era uma apenas e a outra era reflexo do espelho! Há sugestões para que preservativos distribuídos em posto de saúde deveria se chamar “Lulex”. Quando se tocou no assunto futebol os gaúchos colorados se calaram e apenas lamentaram a situação em que se encontra o time, porem afirmam que a volta por cima se dará no Grenal. Restaurante cheio e só se escuta a voz da nossa turma, chegamos a achar que o silencio era pra poder ouvir as nossas historias. O Dr. Adilson foi comprar um livro de presente para um amigo, chegou na libraria e pediu para o vendedor “ O invencível” , o vendedor informa que não tem nenhuma unidade em estoque, não satisfeito nosso amigo espia para ver no monitor de consulta e percebe que “O invencível “ não e o mesmo que “O invenssivel”. Esta ata foi redigida pelo Daniel que afirma concluindo que depois dessa encerramos e fomos embora.

Corridas em Blumenau

http://www.adalbertoday.blogspot.com.br/2012/11/ligueli-e-o-automobilismo-em-blumenau.html Blumenau - Quarta, 14 de Novembro de 2012 - 10:47 AM - Ligueli e o automobilismo em Blumenau Em histórias de nosso cotidiano apresentamos o famoso e conhecido taxista e automobilista blumenauense Carlos Federico Mertens, também conhecido como Ligueli ou Ligueligue para outros Lig Lig (faleceu em 2004) - e todos os participantes. Quem me enviou as fotos foi seu Neto Felipe Mertens Brancher. Introdução: José Geraldo Reis Pfau/publicitário em Blumenau Corridas Blumenau esteve no circuito nacional de competições de automobilismo de rua no centro de cidade nos anos 19(60). Na época as cidades promoviam corridas de rua como aconteceu nos 200 km de Joaçaba em 1965, Lages com 500 km em 1966, Chapecó com 4 horas em 1967 e Blumenau foi palco num destes espetáculos. Com carros e pilotos catarinenses e de outros estados brasileiros. Uma época que terminou com um desastre com morte e feridos numa prova de rua em Joinville. A partir daí estas provas só em autódromos. Na competição de velocidade tínhamos carros como Simca, DKWs, Fuscas, Gordinis, Berlinetas Interlagos que eram automóveis da moda no Brasil. O envolvimento da cidade era grande e fez despertar o desejo pela velocidade de muitos blumenauenses. A vitória ficava por conta de uma equipe que teve reconhecimento nacional e era de Piracicaba (SP) com DKWs comandada por Maks Weiser. Das cidades de Santa Catarina tivemos pilotos de todas as grandes cidades como Itajaí, de Lages e Joinville. De Blumenau o profissional do volante “Ligueligue” (Simca) liderava o grito da torcida, e nos DKWs pilotos como Fritz Reimer, Julio Reichow, Sergio Buerger, Arminio Klotz e outros personagens da rápida história naquela época do nosso automobilismo. O circuito na sua grande maioria era em ruas calçadas com paralelepípedos, e em Blumenau incluía o trajeto da Rua 7 de Setembro, com largada na esquina do Hotel Rex, pelas curvas da Rua João Pessoa, subindo, em estrada de barro, o morro da Companhia “Hering” , percorrendo no asfalto pelo bairro Bom Retiro na rua Hermann Hering, entrando no paralelepípedo na Floriano Peixoto e fechando o circuito com a Rua 7. Lembro mais um forte candidato a vencer a prova era o lageano Plinio Luersen (SIMCA). Outro era um Batistela de Lages com um Willys Interlagos coupe, de Blumenau tinha um Willys Interlagos Berlineta prateada cujo apelido do piloto era "Caveira".). Pouco me lembro dos dados desta corrida.Mas houve uma corrida em Blumenau ano 1969 em que o Max Weiser venceu e que um Gordini preparado pela engenharia mecânica da UFSC tirou segundo lugar.O piloto era Luiz Carlos Brasil. ( Luiz Henrique Pfau)
Conta à história uma parte engraçada. As emissoras de rádios entrevistavam os pilotos, com objetivo de criar a expectativa. Numa dessas envolveu os pilotos locais, Ligueligue e Fritz, já com estabelecida rivalidade, um de Simca, taxista; outro de DKW, proprietário de uma loja de canetas. Ainda não tinham decidido se corriam por causa da ameaça do mau tempo. Ao ser informado pelo repórter que Ligueligue iria, sim, entrar na prova mesmo com chuva, Fritz, com seu sotaque carregado não deixou por menos e anunciou forte para os ouvintes: ”Se Liclic core, Fritz tampém core”! . A frase entrou para o folclore. Na internet diz que na prova “Uma Hora de Blumenau” registra como primeiro colocado foi Mario Wilson Soares, DKW e segundo Arminio Klotz, DKW. Nas Três Horas de Itajaí o primeiro colocado foi Max Weiser - DKW, 65 v em 3h02m13s seguido de Otavio do Canto/Dalmir Rocha – DKW + Mario Soares/Artur Fagundes – Renault + Arno Luersen/Antonio Carlos dos Santos – Simca + Carlos Frederico Mertnes/Elmar Seidelmann – Simca + Jose Avila dos Santos/Francisco Berti – DKW + Eloir Ernandi/Olivir Pereira – DKW + Julio Reichow/Vitorinio Ventura + Errold Klotz/Arminio Klotz – DKW + Helio Sclemper/Albenir Gentil – Simca. Arquivo: Família Mertens/Brancher Comentário do Pfau Nós, amigos e adolescentes, residentes na região da Rua Amadeu da Luz, São José e Getúlio Vargas fazíamos parte de um grupo de amigos com carros (alguns com o carro do pai) que formamos uma escuderia. Escuderia na época era moda e se colocava um adesivo redondo ( 30 cm de diâmetro) no vidro traseiro dos carros para dizer que essa era uma turma organizada e eram da mesma equipe. Nós criamos a Escuderia Zangão. Nos aproximamos do Lig Lig e ele estava viabilizando sua condição de competir e nós nos propomos a "pintar" o patrocínio, nº etc, no carro dele e com isso ele competiu com "Equipe Zangão". (Veja no capô do SIMCA)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Recado

Gruta

O mais tradicional restaurante da história de Blumenau - GRUTA AZUL num porão na Floriano Peixoto.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Sexalescentes

Se estivermos atentos, podemos notar que está aparecendo uma nova franja social: a das pessoas que andam à volta dos sessenta anos de idade, os sexalescentes: é a geração que rejeita a palavra "sexagenário", porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer. Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica - parecida com a que, em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se. Este novo grupo humano, que hoje ronda os sessenta, teve uma vida razoavelmente satisfatória. São homens e mulheres independentes que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram durante décadas ao conceito de trabalho. Que procuraram e encontraram, há muito, a atividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida. Talvez seja por isso que se sentem realizados... Alguns nem sonham em aposentar-se. E os que já se aposentaram, gozam plenamente cada dia, sem medo do ócio ou da solidão, crescem por dentro, quer num, quer na outra. Desfrutam a situação, porque, depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, fracassos e sucessos, sabem bem olhar para o mar, sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5.º andar... Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e ativas, a mulher tem um papel destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar. Esta mulher sexalescente sobreviveu à bebedeira de poder que lhe deu o feminismo dos anos 60. Naqueles momentos da sua juventude, em que eram tantas as mudanças, parou e refletiu sobre o que, na realidade, queria. Algumas optaram por viver sozinhas, outras fizeram carreiras que sempre tinham sido exclusivamente para homens, outras escolheram ter filhos, outras não, foram jornalistas, atletas, juízas, médicas, diplomatas ... Mas cada uma fez o que quis: reconheçamos que não foi fácil, e, no entanto, continuam a fazê-lo todos os dias. Algumas coisas podem dar-se por adquiridas. Por exemplo, não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos "sessenta", homens e mulheres, lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe (e vêem-se), e até se esquecem do velho telefone para contactar os amigos - mandam e-mails com suas notícias, ideias e vivências. De uma maneira geral, estão satisfeitos com o seu estado civil e, quando não estão, não se conformam e procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais. Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota, e parte para outra ... Os maiores partilham a devoção pela juventude e as suas formas superlativas, quase insolentes de beleza; mas não se sentem em retirada. Competem de outra forma, cultivam o seu próprio estilo ... Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo. Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência. Hoje, as pessoas na década dos sessenta estreiam uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos, e agora já não o são. Hoje têm boa saúde, física e mental, recordam a juventude, mas sem nostalgias, porque a juventude ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas.
Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios... Talvez por alguma secreta razão, que só sabem e saberão os que chegam aos 60 no século XXI ... (Autor desconhecido – infelizmente)