segunda-feira, 7 de setembro de 2026

CLUBINHO em Interlagos

Uma viagem de amigos, corridas, chuva e algumas peripécias. O CLUBINHO resolveu trocar a mesa do restaurante pelo autódromo. E não foi para qualquer lugar: fomos a Interlagos, em São Paulo, acompanhar de perto o nosso piloto e amigo Cláudio Simão #58, que carrega mais de 50 anos de automobilismo, continua acelerando como se ainda estivesse descobrindo o kart pela primeira vez. Nos dias 5 e 6 de setembro de 2026, aconteceu a sétima etapa da Porsche Cup Brasil. Cláudio, pilotando o Porsche nº 58, vinha liderando sua categoria, a Sprint Challenge Rookie, e resolveu convidar a turma do CLUBINHO para testemunhar de perto mais um capítulo dessa longa história. A comitiva foi formada por Adilson Tadeu Machado, José Cláudio Pansard, Maurício Carlos Kreibich, Fernando Pfau, Eduardo Silveira e Zé Pfau, além do Cláudio e do Cristiano, dois destacados e eficientes colaboradores da Corretora Simão. Simpáticos, prestativos e realizadores — qualidades fundamentais para sobreviver a uma viagem do CLUBINHO. A SAGA COMEÇA NO AEROPORTO. Como toda grande expedição, a nossa começou pelo translado até o aeroporto. Houve centenas de sugestões sobre o local exato do embarque, até que alguém teve a brilhante ideia de contratar a van do Cunha. Problema resolvido. O Cunha, além de conversar bastante, prestou um excelente serviço e já entrou para a história da expedição. No aeroporto, depois de ir ao banheiro, veio a primeira emoção: a revista de segurança, especialmente por causa das próteses de fêmur. Na Polícia Federal, um enorme e respeitável fiscal estava preparado para fazer a inspeção. Gritou “deu PT” quando soube das próteses - tem dois “papa tango”. Fernando e Maurício, que até então estavam tranquilos, começaram a suar frio. Ficou tudo tranquilo. O voo da GOL foi um pouco turbulento, ajudado pela previsão do tempo. E que previsão! Chuva, muita chuva. O CLUBINHO, como sempre, funcionou em sistema de solidariedade: um cuidando do outro. Também descobrimos que existe uma regra não escrita para viagens de homens experientes: a cada parada, uma corrida para o banheiro. Ninguém sabe quem inventou essa modalidade, mas todos participaram. Do aeroporto até o Hotel Ibis, em dois táxis, enfrentamos o trânsito de sexta-feira no final da tarde. A situação ficou tão complicada que, em determinado momento, começaram a surgir alternativas de acesso pelas serras de Minas, pelo norte do Paraná e até pela região do Mato Grosso. Estávamos indo para o hotel ou fazendo uma expedição nacional? SHOPPING, FORRÓ E A TECNOLOGIA DO MAURÍCIO Hospedados, fomos ao Shopping Interlagos, praticamente ao lado do hotel. Gigante. Na escolha do restaurante, naturalmente, surgiram dúvidas. Afinal, escolher onde comer é uma das decisões mais complexas do CLUBINHO. Na praça de alimentação havia uma animada banda de forró, com duas cantoras que pareciam ter vindo diretamente de algum encontro musical do tempo de Luiz Gonzaga. O problema era apenas um: o volume. O som estava tão alto que a reclamação foi geral. Foi quando Maurício apresentou uma solução tecnológica revolucionária: — É só baixar o volume do aparelho de audição de cada um! Depois de alguns chopps, encerramos o dia. Afinal, ninguém queria chegar a Interlagos cansado antes mesmo de começar a corrida. SÁBADO: INTERLAGOS NOS ESPERAVA Na manhã seguinte, depois de um alegre café da manhã, às 9h30 estávamos no Portão 7 de Interlagos, procurando o Box 17 para encontrar nosso piloto. Na área superior aos boxes havia uma estrutura VIP de primeira. Graças ao convite distribuído pelo Simão, fomos acomodados no Sporting Club, onde tivemos horas de convivência especial, conforto, mordomias, comida, bebida, risadas e muita conversa. Em outras palavras: o CLUBINHO descobriu que acompanhar corrida também pode ser muito confortável. Caminhando pelos boxes, encontramos o simpático casal Ana Hickmann e Edu Guedes e, naturalmente, aproveitamos para registrar o encontro em fotografia. Muita gente bonita, carros maravilhosos e aquele clima de espetáculo que só Interlagos consegue proporcionar. Entre tantos encontros, também apareceu a querida Dona Santa, de Blumenau, que tem uma confecção e uma pousada perto da Vila. Simpática, comunicativa e extremamente à vontade, deu um verdadeiro show de relacionamento com todos nós. No meio de tanta gente bonita, surgiu uma avaliação técnica absolutamente desnecessária, porém inevitável: o Cabeça decretou que Edu Guedes é mais bonito que Ana Hickmann. Até hoje estamos tentando entender os critérios utilizados. O CELULAR, A GAVETA 4 E A CHAVE MESTRE Em determinado momento, Zé percebeu que estava com pouca bateria no celular e procurou um equipamento disponível para carregá-lo. Era a gaveta 4. A senha era 2201.Cristiano ajudou. O celular carregou. Tudo parecia perfeito. Só havia um pequeno detalhe: ninguém conseguia abrir o equipamento depois. Foi necessário chamar o responsável, (uma simpática moça) que apareceu com a famosa chave mestre. Ou seja: até para carregar um celular o CLUBINHO consegue criar uma operação digna de filme de espionagem. SIMÃO: POLE E VITÓRIA Enquanto nós aproveitávamos as mordomias, o nosso campeão nº 58 tinha uma tarefa um pouco mais séria: andar rápido. E andou. Com a pista molhada, chuva forte e condições bastante escorregadias, Conquistou a pole position e fez uma excelente corrida. Na prova de sábado, terminou em 2º lugar na classificação Challenge Sport e o grande vencedor da categoria Rookie, garantindo o primeiro lugar da sua classe e o respectivo troféu. O CLUBINHO acompanhou tudo: a corrida, o pódio, a festa no Box 17 e, depois, a comemoração conosco na área VIP. Foram dois podiums, dois troféus, aplausos, abraços, fotos e aquela sensação de que estávamos realmente participando de um momento especial da longa carreira do nosso amigo. DEPOIS DA VITÓRIA, O TÁXI Encerrado com êxito o primeiro dia, voltamos para o hotel. Foi quando encontramos outro personagem da viagem: o dono do táxi que resolveu cobrar o dobro da tarifa, justificando que era “fim de evento”. O homem provavelmente imaginou que tínhamos acabado de ganhar uma corrida em Interlagos. Chegamos ao hotel cansados, mas felizes. Dona Santa também estava por lá. Eduardo, o Cabeça, então lançou uma proposta audaciosa: — Vamos ao famoso Bar da Brahma! A ideia era genial. São Paulo, noite, Bar da Brahma... só havia um problema: ninguém tinha mais pernas, energia ou fígado disponíveis. Depois de um dia inteiro em Interlagos, chuva, corrida, comida e bebidas, a democracia venceu: fomos dormir. DOMINGO: CHUVA, FRIO E MAIS CORRIDA No domingo, às 9h30, novamente estávamos no Portão 7. Chuva e muito frio. Mas o CLUBINHO não arreda pé quando há corrida — especialmente quando o piloto é um dos nossos. O autódromo estava mais movimentado, embora as chuvas tenham afastado boa parte do público das arquibancadas. Era para estar lotado. A organização precisou alterar horários de largada em função das condições da pista. E lá estava novamente o Porsche nº 58, largando na pole position. Simão terminou a prova, mas, mais uma vez, cruzou a linha de chegada como vencedor da Rookie Ou seja: dois dias de corrida, duas vitórias na categoria. ADILSON E A OPERAÇÃO “BONÉ 1948” Enquanto isso, Adilson foi ao Box 17 e voltou carregado de brindes dos patrocinadores: bonés, meias e outras lembranças. Na loja Porsche, resolveu comprar um boné especial. Não era um boné qualquer. Era um Porsche de 1948 — justamente o ano de nascimento dele. Coincidência? Talvez. Destino? Provavelmente. Ao passar pelo Box de Edu Guedes, encontrou novamente o piloto e a sua Ana Hickmann. Conversou com os dois e ainda fez uma entrevista testemunhal em vídeo. Com isso, segundo o próprio Adilson, conquistou um verdadeiro “troféu” da viagem: acesso a duas das mais destacadas personalidades presentes no evento. Depois contou que Ana teria perguntado, fora do vídeo, se ele ainda mantinha o consultório. Adilson, sempre preparado, respondeu que abre o consultório se houver necessidade — e fez questão de informar que tem até mesa nova. Também relatou que teria recebido convite para voltar a Blumenau no avião do casal. Diante disso, o CLUBINHO aguarda confirmação da passagem. O SUMIÇO DO ADILSON Os táxis estavam agendados para 13h30, pois o voo de volta estava próximo. Acabamos não assistindo a prova de domingo. havia um problema: Adilson sumiu. Segundo ele, estava por ali quando a organização anunciou o início da prova e começou a execução do Hino Nacional. Como bom militar, tirou o boné, colocou a mão no peito e permaneceu respeitosamente durante todo o Hino. Nós, enquanto isso, procurávamos o homem. Vai ficar.... Esperamos. Esperamos mais um pouco. E nada do Adilson. Finalmente ele apareceu e seguimos para o aeroporto. O PORTÃO 17, O PORTÃO 14 E O CLÁUDIO FUGITIVO No aeroporto, fomos ao banheiro, uma nova revista da PF e descobrimos que o embarque seria pelo Portão 17. Depois mudou para o 14. Cláudio Pansard mudou de portão, embarcou e desapareceu. Nós ficamos procurando. Cadê o Cláudio? Até que descobrimos: estava dentro do ônibus a caminho do avião. O homem, conseguiu fazer uma largada antecipada no embarque. Em Navegantes, a tradição foi mantida: corrida para o banheiro. Depois, todos embarcamos novamente na van do Cunha e voltamos felizes para Blumenau. A CONTA FINAL Foram dois dias de muita chuva, frio, corrida, adrenalina, comida, bebida, fotos, encontros, histórias, táxis suspeitos, portões que mudavam de lugar, celulares presos em gavetas, bonés históricos, entrevistas improvisadas e, acima de tudo, muita amizade. E o mais importante: o CLUBINHO esteve ao lado do Simão em mais um momento especial de sua carreira. Na pista, ele fez aquilo que sabe fazer há mais de cinco décadas: acelerou, competiu e venceu. Nos bastidores, nós fizemos aquilo que sabemos fazer há quase meio século: comer, beber, rir, cuidar uns dos outros e transformar qualquer viagem em história para contar por muitos anos. RESULTADO OFICIAL — CLÁUDIO SIMÃO / PORSCHE Nº 58 Duas corridas. -Duas vitórias na categoria. Quatro vezes no podium e levou para casa quatro troféus.Sábado 1o na rookie + 2o na Sport Domingo 4o na rookie+ 5o no Sport. E uma certeza: O CLUBINHO pode até não saber exatamente qual é o melhor caminho para chegar ao aeroporto, qual portão é o certo ou como abrir a gaveta do carregador do celular. Mas quando o assunto é prestigiar um amigo, está sempre na pole position. PARABÉNS CLÁUDIO SIMÃO -#58