quarta-feira, 14 de novembro de 2018
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
Aniversário do Maurício
Parabéns pelo seu aniversário Mauricio Carlos Kreibich. Receba um grande abraço de seus amigos do CLUBINHO.
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
Jantar dos 39 aninhos
Ata do evento de comemoração de 39 aninhos do CLUBINHO realizada em Blumenau no Restaurante Moinho Europeu na Ponta Aguda na noite de 06 de Novembro de 2018. Um belo e tradicional evento. Como de costume em comemoração foram distribuídos de brinde adesivos para carros, cartaz dos 39 aninhos, a marca, o convite e neste ano tivemos dois sorteios. O Fernando que é artista plástico premiou por sorteio entre os presentes com uma obra de sua autoria e o Zé Pfau com a sua obra o livro da OKTOBERFEST de Blumenau. Os ganhadores foram o Renato (Bola) e o Cláudio respectivamente. O presidente Daniel fez um pronunciamento aonde disse "Parabéns para todos nós!!!! Principalmente para aqueles que estão no grupo desde a sua fundação!!!! Estamos de parabéns por conseguirmos, todos, desde os fundadores até os sócios mais novos, manter essa instituição chamada AMIZADE por 39 anos!!!". O amigo Joel, fez algumas artes e foi flagrado diversas vezes de pé na mesa e querendo falar. Ainda em assuntos de presidente, errou aquele que estava no avião junto com o vice. Visse que realmente o governador vizinho faz parte de uma "corrente migratória do Uruguai" e que a foto é mesmo do casal. Capazzz. Só teve dificuldade de ver e ler, quem não usa ou não traz os óculos. Chamaram o cabo Adão de volta. Beberam whisky sour e até foi comentada a mudança de endereço da embaixada que pode complicar a vida do frango catarinense. Contidos os temas políticos acreditamos que voltou a harmonia no CLUBINHO e deve voltar nas famílias de todos, com o sorteio do amigo invisível, tradicional de final de ano. No final, dia 14 de dezembro uma sexta feira, o nosso presidente está descobrindo e agendando, o jantar de confraternização deste ano em Itapema no Restaurante Cabral. No mais estaremos iniciando, então, as comemorações dos 40 anos do CLUBINHO em 2019. Para alegria de todos.
terça-feira, 6 de novembro de 2018
Parabéns CLUBINHO
Dia 06 de Novembro de 1979, uma terça feira, amigos de infância e juventude em Blumenau notaram que o encontro com amigos estava se limitando a momentos muito raros. Cada um pra seu lado, cada um com sua namorada/esposa, cada um se arrumando nas sua profissão. É normal na vida termos compromisso e amor pela família e relacionamentos de poucos amigos, para conviver. Foi então que a ideia prosperou para ter um dia na semana para os mais diversos amigos se encontrarem. O CLUBINHO tem uma formatação de um forte e descontraído compromisso. A lista inicial foram treze nomes os escolhidos. Como fazer, aonde realizar, qual a melhor hora foi consequência. Fomos para uma atividade esportiva, todos jovens e queimar energia fazia bem, e seguida de um jantar. Cada semana, nas terças feiras um é o organizador. Definia a quadra (na época muito futebol de salão), escolhe o cardápio e comunica a todos. Hoje é uma reunião jantar. O horário de costume depois das 19 horas. O CLUBINHO foi sendo formatado e nas evoluções chegamos a ter sede própria, tivemos mensalidade para criar um fundo, fizemos e faremos eventos nas datas comemorativas e até viagens do grupo. Para não ter necessidade de criar prioridades e facilitar o controle, sorteamos uma numeração de identificação para cada participante. Na contagem, agora com 39 aninhos - sempre as terças feira estamos em 40 nomes na lista que participaram e participam. Alguns já se foram, outros mudaram de atividade, de cidade e até de amigos. Os compromissados buscam todas as semanas a informação de aonde será na reunião da próxima terça, pois iniciamos com Blumenau e Brusque e hoje, em razão de aposentadorias, temos Balneário Camboriú na rota de realizações do CLUBINHO. Hoje quem organiza, patrocina a comida e como de praxe, cada um bebe o que quer e paga. Muitos foram os convidados que participaram ao longo dos anos nas nossas reuniões. Gente que se programa para terça feira estar no CLUBINHO. Um momento alegre, que faz muito bem para quem escolhe estar num ambiente feliz. O tema e assuntos são os mais fantásticos possíveis, temos até democraticamente um presidente e registramos a história em ata. Só consegue ler quem participa. Nos comunicamos bastante e estamos nas Redes Sociais. Agora fazendo 39 aninhos de atividade, estamos como sempre num compromisso de continuar a realizar a oportunidade de todas as semanas nos encontrar, para falar de assuntos divertidos. Num ambiente com o respeito de não misturar com atividades profissionais, em momentos de desconcentração, cheio de conversa fiada, de piadas velhas e novas, adicionadas com novas fofocas e a felicidade de ter e ser um grupo, hoje de dezesseis amigos que fazem do CLUBINHO - um orgulho.
sexta-feira, 2 de novembro de 2018
TADEU CALÇAS CURTAS X PASTEL DE PALMITO
Ontem num Exame Médico Admissional, atendi ao Gerinaldo, homem simples, 31 anos, olhos amendoados, etnia típica dos originários de Belém do Pará ! Veio para Blumenau, em busca de trabalho, em ônibus clandestinos, que chegam à esta terra, trazendo seus conterrâneos semanalmente! Contou-me que veio há 6 meses com esposa e filho de 1 ano de idade. Contente em me contar que após 5 meses, trabalhando como Ajudante de Carga e Descarga (Empresa Logística de Transportes), fez curso de capacitação e agora conquistou um trabalho de Auxiliar de Estamparia, em empresa Têxtil, salário melhor e menos sobrecarga física.
--- Gerinaldo (perguntei), “ainda se descarregam caminhões com muitos sacos de feijão e arroz com 60 Kg? --- Sim Doutor ! Nem sempre temos “empilhadeira com pallets ...ainda é um serviço pesado” ! Respondeu-me !
Bom papo, continuamos conversando... contei-lhe então que meu saudoso Pai, teve seu primeiro trabalho com “carteira assinada”, como Ajudante de Carga e Descarga de caminhões, que abasteciam os depósitos almoxarifados, de gêneros alimentícios, do Armazém Reembolsável do 2.o Batalhão Rodoviário em Lages SC, em 1960, contava então meu pai, com 40 anos de idade. Foi para nós uma grande alegria, pois significava uma segurança para família e alimentação regular ! Assim contei-lhe do orgulho que sentia, quando na mesa de refeição, meu pai, contava “hoje descarregamos 3 carretas fênêmê” (Caminhões da Fábrica Nacional de Motores...o famosos “alfas” Alfa-Romeo. Lembro que as sacarias eram descarregadas e empilhadas quase até ao teto, usavam-se andaimes para se colocar no alto, mas os sacos eram transportados nas costas dos trabalhadores. Colocar 60 Kg nas costas e subir andaimes “era para os fortes”, contava Sêo Edison, orgulhoso. O 2.o Batalhão Rodoviário de Lages, Batalhão Rondon, construiu parte da BR 116 entre Mafra SC e Vacaria – RS. Convênio com o DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem) reunia militares e funcionários civis. Era o principal empregador em Lages e era a segurança de milhares de lageanos, numa terra de agropecuária e pouco emprego.
Certo dia, agendaram-me consulta com o Dentista do Exército, que tinha agenda para atendimento dos Funcionários civis e dependentes. Eu teria de extrair um dente ,que há muito me incomodava. Volta e meia, tinha que usar um pano com arnica, amarrado envolvendo mandíbula e amarrado em cima da cabeça, para ir à aula, pois o “calor da arnica”, “diminuía a dor” . No dia marcado, sofremos à extração dentária e vi com desespêro aquela seringa e agulhas fervendo em estôjo metálico de esterilização, para anestesia. Tragédias à parte, após à cirurgia, fiquei acantonado, numa pequena sala do Depósito Almoxarifado, esperando por meu pai, até ao término do expediente de trabalho, quando então iríamos no ônibus do Batalhão, que transportava aos funcionários e militares para região do nosso bairro. Era o ônibus N4, o mais velho, “porque as ruas do nosso bairro, não eram ainda calçadas e os ônibus mais novos N1 e N2 e N3, atendiam linhas do “centro”, com melhores ruas !
Boca ainda anestesiada, através da porta, ficava olhando o trabalho dos “ajudantes de carga e descarga”, trabalho pesado, mas divertido com as brincadeiras entre eles e “competições” de mais sacos descarregados e empilhados, numa atitude saudável ! Depósitos grandes e compridos em galpões de madeira, pintadas de branco e com borda azul próximo ao chão. Todos sobre pilotis, protegidos da umidade do solo. Saí da sala, sem autorização de meu Pai e fui percorrer os corredores entre as sacarias mais distantes, no fundo do depósito. Deparei com um pequeno monte de grãos de feijão, caídos num canto, junto à pilha de sacaria. Sentei-me no chão, recostado na pilha de sacos e fiquei “escolhendo” feijão, “separando os bons entre a palha e folhas” e colocando no bolso de meu casaco de “tweed”, branco e preto. Lages sempre é frio ! O frio, o stress do dia de “extração dentária”, faminto, pois “não podia comer”, adormeci recostado na sacaria. Acordei com gritos de meu Pai, angustiado com meu desaparecimento. O expediente acabara e tínhamos que correr para pegar o ônibus, “ele já havia batido o ponto” ! Saímos correndo esbaforidos, fomos os últimos a embarcar no N4. Em casa, ao enviar mãos no bolso, deparei-me com os grãos de feijão “escolhidos”. Levei para minha mãe e ela me questionou. Após relatar onde pegara, notei seu semblante de preocupação e levou-me para Sêo Edison, onde fui severamente admoestado, “aquilo não era nosso e “senhor Tadeu Calças Curtas”, “amanhã vai comigo até ao Batalhão, falar com o Chefe do Almoxarifado”, Sr Totó ( baixinho, gordinho, óculos redondos muito menor que o rosto, fama de muito severo e honestíssimo). Ave Maria, minhas pernas tremeram. Os feijões foram colocados numa xícara média de louça e amarrada com pequeno guardanapo de pano. Dia seguinte eu, “Senhor Tadeu de Calças Curtas” ...só se podia usar calças compridas depois dos 14 anos, apresentei-me ao Sr Totó, para “contar minha história de catador de feijões”. Ele ouviu-me pacientemente. – “Muito bem, Sr Tadeu de Calças Curtas, isto não se faz, nunca se retira nada, do que não é seu, de lugar nenhum! Agora venha comigo e mostre-me onde encontrou estes feijões.” Fomos corredores à frente, lá no fim, mostrei, havia mais feijão que o dia anterior. Olhando para cima, viram um saco que no meio da pilha, pela pressão, abrira à costura. Desfeita à pilha, recuperado , minha tarefa com meu pai, foi costurar, com uma agulha grande e fio de sisal. Feito o trabalho, Sr Totó disse. - Sr Tadeu Calças Curtas, você nos ajudou a recuperar estes 60 kg de feijão. Você quer tomar um café comigo ? “Sim – respondi receoso”. Você gosta de pastel ? --Sim respondi ! “De palmito ou carne ?” --- Pegou-me pela mão, atravessou à rua, levou-me até o “bar e bilhar”, defronte e tomamos uma média de café e um belo pastel ! Adorei “escolher o feijão” e Sr Totó honesto, foi meu ídolo desde sempre ! “TADEU CALÇAS CURTAS’ – RECEBI MINHA LIÇÃO !
Texto do Dr. Adilson Tadeu Machado
quinta-feira, 1 de novembro de 2018
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