quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Ata do CLUBINHO de 15 setembro 2026
O CLUBINHO reuniu-se no dia 15 de setembro de 2026, para mais uma reunião de alto nível — embora ninguém saiba exatamente qual nível — seguida de jantar no Mailde Bistrô, local agradável, comida boa e, como sempre, com gente bonita. Afinal, depois de 47 anos de amizade, o CLUBINHO continua selecionando cuidadosamente os ambientes onde pode ser visto.Porsche Cup: assunto que não termina nunca. Permaneceu na pauta, naturalmente, a Porsche Cup e a memorável presença do CLUBINHO em Interlagos. A viagem foi considerada uma verdadeira aventura de primeiro mundo, daquelas que deixam histórias para muitas reuniões futuras Em São Paulo, o piloto Simão foi reconhecido e procurado por admiradores. Em uma das fotos, a fã segurou o troféu, garantindo para a posteridade um registro em que não se sabe exatamente quem era o campeão e quem era a celebridade. E, como se não bastasse, surgiu o assunto Ana Hickmann e Edu Guedes, que se casaram. A festa teve cerca de 150 convidados. Entre eles, personagens muito próximos do nosso universo: Simão, amigo e o fã número 1, apareceu fantasiando de Fusca. A situação ficou interessante quando ela pediu para dar uma voltinha. O pedido foi educadamente negado. Não por falta de cavalheirismo, mas por uma questão de engenharia: seria necessário retirar o banco do carona, porque as pernas enormes simplesmente não caberiam. O Fusca tem seus limites — e não é justo exigir dele o desempenho de uma Porsche. Fórmula 1 e a nova geração. Também falamos da revelação da Fórmula 1, Andrea Kimi Antonelli, de apenas 20 anos. Um verdadeiro show O comentário foi inevitável: enquanto alguns ainda estão discutindo como renovar a carteira de motorista, o rapaz já está acelerando na Fórmula 1. A novela da carteira de motorista. E foi justamente aí que entramos no capítulo nacional da Carteira de Motorista de Idoso Na primeira tentativa de renovação, o candidato chegou animado, caminhando rapidamente e, para surpresa geral, foi atendido na hora. A simpática médica realizou os exames, inclusive medindo a pressão em um aparelho que parecia estar funcionando com a última pilha disponível no mercado. Apesar das justificativas técnicas, o diagnóstico foi implacável: perdeu um ano de validade. Dois anos depois, voltou para renovar novamente e comentou o episódio. Desta vez, resolveram medir a pressão da própria médica. Resultado: a médica é que está fora! A situação ficou ainda mais complicada porque o candidato chegou com o joelho estropiado e o médico pediu atestados. Já se passaram cerca de 90 dias sem conseguir concluir a renovação, porque o atestado exige uma verdadeira bateria de exames. Ou seja: para provar que ainda pode dirigir, primeiro é preciso provar que consegue sobreviver à maratona burocrática. Futebol, dinheiro e as bets. Na sequência, o CLUBINHO entrou em outro assunto que sempre rende: os valores e contratos do futebol. Os números são tão absurdos que, se fossem convertidos em quilômetros rodados, provavelmente já dariam várias voltas no mundo. E, naturalmente, apareceu a discussão sobre o dinheiro das bets, que vem movimentando e inflacionando ainda mais o mercado esportivo. Depois de tantos milhões, alguém perguntou se ainda existe algum jogador que aceite jogar apenas pela camisa. Silêncio na mesa. Das havaianas ao preguinho. Também viajamos no tempo para falar das Havaianas de antigamente. Hoje existem modelos sofisticados, coloridos, tecnológicos e até genéricos. Mas o que chamou atenção foi aquela versão que vem com o famoso preguinho que salva as tiras. E surgiu a lembrança de que quem sofreu esse verdadeiro bullying maternal na infância pode carregar até hoje, na nuca, a famosa tatuagem com a marca 37. Na época, não existia dermatologista, laser ou procedimento estético. Existia mãe e chinelo! Exército, sapato de Lages e muita improvisação. Outra história nos levou ao tempo do Exército, em Minas Gerais. Para se incorporar, o recruta se apresentou ao batalhão para a famosa ordem unida, devidamente equipado com um sapato de Lages. Usadinho, mas apresentável. Antes de sair de casa, o pai ainda havia lhe dado um sapato marrom. Durante as sucessivas manobras, o sapato foi literalmente se entregando. Primeiro apresentou problemas na parte de cima. Depois, a sola também resolveu pedir baixa. Quando chegou a hora da farda, veio o grande salto de qualidade: o tecido tergal. Aquilo sim era elegância militar. Recebeu uma ajuda de custo e resolveu visitar as primas. Para isso, pegou uma Tretrequis — e praticamente toda a ajuda de custo acabou no conserto da ferramenta. A matemática era simples: o Exército pagava a ajuda de custo; a oficina recebia a ajuda de custo. Capacete, botinas e as mudanças da vida. Também lembramos dos tempos em que o técnico industrial precisava estar preparado para tudo. Capacete e botinas faziam parte do equipamento para atender clientes. Com o passar dos anos e das mudanças, esses equipamentos acabaram sendo doados. Até que, em serviço mais recente, a empresa prestadora voltou a colocar à disposição dos técnicos capacete e botinas. Ou seja, algumas coisas mudam muito. Outras simplesmente dão uma volta de 40 anos e retornam ao ponto de partida. Bailes de debutantes e os tempos de smoking O papo chegou aos bailes de debutantes, ocasião em que os pais atualmente gastam uma verdadeira fortuna. E lembramos dos nossos tempos de juventude, quando frequentávamos bailes em diversas cidades, devidamente vestidos de smoking. Naquela época, o jovem precisava saber dançar, conversar, manter a postura e ainda devolver a moça em casa no horário. Hoje, aparentemente, basta saber onde estacionar o carro e descobrir a senha do Wi-Fi. O Coronel, o Jeep e as aventuras noturnas. Por fim, apareceu a história do Coronel Ão, personagem que teria feito algumas bobagens enquanto andava armado. Circulava de Jeep à noite, entrando nas chamadas “bocas”, numa época em que aparentemente o bom senso não fazia parte do equipamento obrigatório. Também surgiu a história do homem formal, sempre de charuto, que acabou protagonizando uma cena digna de cinema: errou uma manobra e, no prédio, conseguiu furar a parede da garagem, ficando literalmente pendurado. Como se não bastasse o episódio, vivia arrumando a ferramenta Talvez por isso o CLUBINHO tenha chegado a uma conclusão unânime: antigamente, as pessoas tinham menos tecnologia, mas certamente tinham muito mais histórias para contar. E assim terminou mais uma reunião do CLUBINHO: Porsche, Fusca, Fórmula 1, carteira de motorista, futebol, bets, Havaianas, Exército, botinas, bailes, Jeep, charuto e muita lembrança. Ou seja, uma pauta completamente desorganizada, porém absolutamente fiel ao espírito do CLUBINHO: amigos há 47 anos, reunidos para falar de tudo — menos daquilo que estava originalmente previsto.
